Mesmo com vacinas, precisaremos desenvolver medicamentos contra a Covid-19?

O novo coronavírus tem sido um tema dominante na imprensa desde que o estado de alarme foi declarado mundialmente. No decorrer desse tempo, conseguimos desenvolver vacinas que estão sendo muito eficazes na redução do contágio e das mortes por Covid-19, entretanto elas, por si sós, não são suficientes para dar fim à pandemia.


A vacinação está apresentando resultados positivos em relação a redução da transmissão, hospitalizações e mortalidade da doença, mas a vacina não é 100% eficaz, e demorará algum tempo até conseguirmos atingir a imunidade coletiva em um nível global.
Os imunizantes podem não proteger todo mundo, pois há uma grande variabilidade nas respostas imunológicas entre as pessoas. Indivíduos que desenvolvem quadros mais graves possuem uma reação exagerada do sistema imune, que desencadeia a chamada “tempestade de citocinas”, causando diversos danos ao organismo.


Além disso, notamos que o vírus sofre diversas mutações que podem ser mais contagiosas e letais, fazendo com que a eficácia dos imunizantes caía consideravelmente. O surgimento da variante Delta, por exemplo, fez com que os países repensassem em novas estratégias para lidar com o problema. Dessa forma, há grandes chances da Covid-19 se tornar uma doença endêmica e, com isso, precisaremos de tratamentos eficazes para controlar as manifestações mais graves. Uma doença endêmica é aquela que se manifesta com frequência em determinadas regiões, como a dengue, gripe, malária e a tuberculose.

Mesmo com mais de um ano e meio de pandemia, ainda existem poucas opções de tratamento para o coronavírus, e os que estão disponíveis parecem ser pouco eficazes. O incentivo para a realização de pesquisas se torna essencial neste momento. Através delas, podemos desenvolver um tratamento eficaz que pode prevenir as formas mais graves da Covid-19 e, até mesmo, fornecer a cura, possibilitando que, aos poucos, voltemos à normalidade.

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