Por que o diagnóstico de esclerose múltipla é difícil na sua fase inicial?

Diagnosticar a esclerose múltipla nem sempre é uma tarefa fácil, principalmente em suas fases iniciais. Muitas vezes, um exame não é suficiente para o diagnóstico dessa doença. Dependendo da forma de sua evolução, das características e dos sintomas que cada pessoa apresenta, será necessária uma avaliação mais precisa de diferentes especialidades.

Um dos principais problemas que os médicos enfrentam no processo de diagnóstico da EM é que os seus primeiros sintomas podem ser muito semelhantes aos de outras doenças. Alguns desses sintomas são fraqueza, formigamento, falta de coordenação, fadiga, problemas de equilíbrio, distúrbios visuais, tremores, problemas de memória e distúrbios cognitivos.

Portanto, o seu diagnóstico é baseado na exclusão de outras doenças que podem produzir sinais e sintomas semelhantes, o que é chamado de “diagnóstico diferencial”. Para determinar se um paciente atende aos critérios diagnósticos e descartar outras doenças, é necessário recorrer a diversos métodos, como a avaliação neurológica e exames laboratoriais.

Em seu estágio inicial, ela pode ser bastante sutil e se manifestar através de sintomas transitórios que duram até uma semana, fazendo com que o paciente não imagine que esteja doente. Muitos associam os sintomas com o estado emocional presente ou, até mesmo, ao excesso de trabalho. As coisas vão caminhando assim até que apareça um sintoma de maior gravidade, representado por fraqueza constante nas pernas ou por perda visual prolongada. Só então um médico é procurado.

Para diagnosticar a EM é necessário que a pessoa tenha sofrido dois episódios diferentes de sintomas, separados por um ou dois meses e com duração mínima de 24 horas cada. Também é necessário que os testes neurológicos detectem claramente dois ou mais sinais neurológicos envolvendo pelo menos duas áreas diferentes do cérebro e da medula espinhal.

Na maioria dos casos de pessoas com esclerose múltipla recorrente-remitente, o diagnóstico é bastante simples e é baseado em um padrão de sintomas consistente da doença e confirmado por imagens do cérebro, como ressonância magnética.

Em pessoas com sintomas incomuns ou doença progressiva, pode ser mais difícil diagnosticar a esclerose múltipla. Nesses casos, testes adicionais podem ser necessários com análise do líquido cefalorraquidiano e exames de imagens adicionais.

Portanto, embora seja de difícil diagnóstico, a ressonância magnética junto a exames hematológicos e do líquido cefalorraquidiano permitem diagnosticar a esclerose múltipla em seus estágios iniciais. A maior barreira, no entanto, é o desconhecimento por parte da população sobre os sintomas da doença e a importância de detectá-la o mais cedo possível. Por isso, a conscientização sobre a EM é tão importante!

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